quarta-feira, 16 de julho de 2008

Reventón

Eis o modelo mais caro já produzido pela Lamborghini, 1 milhão de euros, apenas 20 unidades produzidas e todas já vendidas.


Os fabricantes de automóveis muitas vezes se inspiram nos aviões quando elaboram o projeto de um novo carro. Tanto os aviões quanto os veículos precisam ser aerodinâmicos para obter um bom desempenho. A indústria automobilística - especialmente as companhias que constroem carros esportivos velozes - está começando a utilizar os mesmos materiais usados na fabricação de aviões. Os compostos de fibra de carbono ou de fibra de vidro, usados nas asas e em outras peças estruturais dos aviões, podem ajudar a tornar as carrocerias dos carros mais fortes e ao mesmo tempo mais leves. Isso implica em um melhor desempenho de velocidade, devido ao menor peso, e mais segurança em acidentes.


O que aconteceria se alguém fosse ainda mais longe, projetando tanto o interior quanto o exterior de um carro com base não apenas em mais um avião, mas sim em um caça a jato como o F-15 ou o F/A-22 Raptor? Isto é exatamente o que a Lamborghini, fabricante de alguns dos mais potentes e reconhecidos carros esportivos do mundo, está fazendo com seu mais novo modelo, o Lamborghini Reventón. Tudo no Reventón, de sua carroceria em forma de flecha ao console interno, foi inspirado em algumas das máquinas voadoras mais potentes das forças armadas, até mesmo as tomadas de ar.


Apesar de utilizar a plataforma e a base mecânica do LP640, o Reventón tem uma aparência distinta, ainda que inegavelmente Lamborghini. Estão nele, por exemplo, as portas-tesoura, marca registrada da empresa para modelos de 12 cilindros desde o Countach. De resto, o desenho do esportivo se baseou no dos aviões mais rápidos do mundo. Tudo para ele voar baixo.

O motor do Reventón desloca 6.496 cm³ e tem cilindros dispostos em “V”. Aspirado, ele rende 650 cv por conta de não ter medo de girar. E ele gira muito: a potência máxima chega a 8.000 rpm. O câmbio é e-gear (câmbio borboleta), de seis marchas, e a tração é integral permanente.

Para um carro com peso seco de 1.665 kg, toda essa força representa um desempenho estonteante: 0 a 100 km/h em 3,4 s e 340 km/h de velocidade máxima. Esse é, evidentemente, a característica central do carro e toda a sua razão de existir, mas o Reventón tem muito mais a oferecer, além de desempenho e exclusividade.

Tão importante quando acelerar é controlar a força de um touro bravo como este. Para isso, contribui a carroceria quase inteiramente feita de fibra de carbono, exceto pelo teto e pelos painéis externos das portas, feitos em aço. No painel, um medidor de aceleração lateral informa ao motorista a pressão que ele está sofrendo ao fazer curvas a 200 km/h ou mais. Bota pressão nisso!




As rodas, de aro 18”, calçam pneus 245/35 ZR 18 na dianteira e 335/30 ZR 18 na traseira. Os discos, enormes, são de 380 mm na dianteira e de 355 mm na traseira. Opcionalmente (uma coisa engraçada em um carro que terá apenas 20 unidades produzidas), o feliz proprietário poderá contar com freios de cerâmica, de 380 mm tanto na frente quanto atrás. A suspensão é independente e por quadrilátero nas quatro rodas.

Um comentário:

Silvia Faustino Linhares disse...

Eu quero um desse...f-á-n-t-á-s-t-i-c-o!!!!!!!